Publicado por: Annelise em: 27, Outubro 2008
Sabe quando você está passando por um problema ou está vivenciando uma situação e parece que o mundo todo só fala disso? Subitamente todos os programas de TV começam a abordar esse assunto, você lê notícias de jornais e revistas sobre o tema e parece que o mundo está dizendo. “Hei, preste atenção nisso?” Não sei se estou viajando e são apenas coincidências, mas comigo isso acontece muito e entre ontem e hoje já foram duas vezes.
Escrevi o post abaixo sobre a minha inquietação em relação à quantidade de informação disponível nos dias de hoje e a nossa incapacidade de absorvê-la. Algumas horas depois estava na casa da minha tia quando vi a matéria de capa da Super Interessante de Novembro sobre Ansiedade.
Descobri ao ler a reportagem que a ansiedade é um problema muito antigo que vem desde a pré-história e que já foi muito útil na nossa evolução. Nada mais é do que a preocupação com algo que está no futuro e que pode ou não vir a acontecer. Pessoas mais preocupadas com o futuro tendem a ser mais precavidas e a não se arriscar tanto, por isso a ansiedade é boa em alguns momentos. O problema é quando isso passa a atrapalhar a sua vida e vira um transtorno, como o TOC, a Síndrome do Pânico e outros.
Hoje em dia um dos tipos de ansiedade mais comuns é a ansiedade de informação. E é exatamente esse o meu ponto. Sem saber eu descrevi no post anterior alguns sintomas desse tipo de ansiedade que eu venho sentindo, como a sensação de que nunca vou dar conta de tanta informação disponível.
Fiquei muito feliz ao descobrir que não sou a única que tem esse tipo de sentimento e que também não faço disso um transtorno na minha vida e aprendi a conviver com isso de alguma forma. Ou seja, não é a hora de começar a tomar Prozac.
Não vou me aprofundar muito no assunto até porque comecei a escrever sobre outra questão. No entanto, pretendo voltar a falar disso até porque descobri um livro que já coloquei na minha lista como um dos próximos que quero ler: “Ansiedade de Informação” de Richard Saul Wurman.
A outra “coincidência” foi que lendo a mesma revista eu vi a indicação de um livro que me interessou bastante “Cultura da Convergência” de Herry Jenkins. Fui pesquisar mais na Internet sobre o autor e descobri que ele é um dos criadores do termo “Transmedia Storytelling” que ouvi pela primeira vez na palestra do Mark Wardshaw. Fiquei super animada com a descoberta e decidida a comprar o livro.
Quando chego hoje no trabalho recebo um e-mail convidando para assistir a entrevista do autor do livro no programa Milênio da Globonews hoje às 00:30. Nem preciso dizer sobre o que será meu próximo post. Vou assistir a entrevista e depois posto aqui as minhas impressões.
Agora, será que isso é coincidência? Se é ou não eu não sei. Só sei que um dos problemas que apontei no post anterior está resolvido. Já tenho os próximos dois livros que estarão da minha cabeceira.
Publicado por: Annelise em: 26, Outubro 2008
Você já conseguiu ler o jornal de domingo inteirinho? Do início ao fim? Pois eu não. E isso é uma coisa que já me incomodou muito e continua me perturbando às vezes. Com a quantidade quase infinita de informação que recebemos todos os dias e nos meios mais diferentes possíveis, como é possível absorver tudo?
Eu sou jornalista e acho que por isso eu me sentia e sinto na obrigação de estar sempre bem informada, mas por onde começar? Um amigo meu da faculdade certa vez falou em uma aula que lia três jornais diferentes por dia. Fiquei perplexa. Será que para estar bem informada eu preciso ler tudo isso? E o que mais eu faço da vida? Não sei vocês, mas o meu dia continua tendo só 24 horas.
Percebi que esse questionamento não é apenas meu. Todos que vivemos nesse mundo globalizado e informatizado sofremos desse mal. O problema é que por muito tempo eu não soube como lidar com isso e, pra falar a verdade, ainda estou aprendendo. A minha atitude era simplesmente não ter atitude alguma. Ficava paralisada, sem ação em meio a tanta informação e isso me deixava e ainda me deixa angustiada.
Como eu resolvi isso? Bem, essa é a questão. Eu não passei a ler 3 jornais por dia e nem a assinar todas as revistas mensais. Eu estou na verdade em processo de aprendizado e esse blog está me ajudando muito nisso.
O primeiro passo foi me conformar de que eu nunca vou conseguir ler tudo e saber de todas as notícias do mundo. Isso é loucura. O segundo passo e o mais importante é fazer escolhas. Uma vez um professor meu falou que para se manter bem informado basta ler a primeira capa dos principais jornais e ler sempre um bom livro. E é isso que estou tentando fazer.
O bom livro, bem, esse eu ainda não comecei, mas o que tenho buscado agora não é mais aquela corrida incessante pela informação, mas uma leitura mais focada e especializada. Estou lendo mais sobre entretenimento, que é com que eu trabalho e descobrindo alguns colunistas que eu gosto.
Se alguém que me lê tiver algo pra indicar, por favor, estou aberta a sugestões.
Publicado por: Annelise em: 23, Outubro 2008
O pensamento por minuto nasceu, ou melhor, está nascendo, de mais uma das minhas viagens filosófico-intelectuais.
Como uma profissional de comunicação e trabalhando com web sempre quis escrever um blog, mas nunca soube muito como começar. “Mas vou fazer um blog sobre o que?”, eu me perguntava. Até que a vontade de escrever e, por que não, a vontade de entrar para esse mundo dos “blogueiros”, “interneteiros” e “webmaníacos”, foi mais forte. Resolvi deixar de lado o “Sobre o que escrever” e passei para o simples “escrever”.
A minha proposta é a cada post falar sobre um assunto novo, ou velho, quem sabe. Mas simplesmente escrever sobre o que der na telha.
Eu não tenho a pretensão de ficar famosa ou ganhar dinheiro com isso, é mais um exercício de auto-análise e reflexão.
Bem, é isso, vamos ver o que sairá aqui da minha caixola.